II Simpósio Amò - Ancestralidade, Cerâmica, Corporeidades, Arte educação e Decolonialidade - Edição Internacional

II Simpósio Amò - Ancestralidade, Cerâmica, Corporeidades, Arte educação e Decolonialidade - Edição Internacional

presencial Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design - Faac/Unesp câmpus Bauru-SP - Bauru - São Paulo - Brasil

O evento já encerrou

finalizado

II Simpósio Amò - Ancestralidade, Cerâmica, Corporeidades, Arte educação e Decolonialidade - Edição Internacional

A ideia de territorialidade está ligada a uma teoria da antropologia que considera a relação com o território como parte fundamental que perpassa os diversos grupos humanos. Por isso, agregar o conceito de territorialidade ao projeto pareceu uma abordagem promissora para compreender como o esforço coletivo de um grupo social em ocupar, usar, controlar e identificar-se com especificidades de seu ambiente cria um “território” seu. Assim, pensar o território tornou-se parte substancial da atual pesquisa sobre a aproximação entre museu e pessoas. Permite perceber que essas relações estão mergulhadas em um espaço determinado e são mediadas por distâncias físicas e simbólicas que permeiam a criação social de um território e as relações com as instituições culturais. A territorialidade humana é formada por muitos caminhos, que produzem uma diversidade de territórios socioculturais. Assim, é de extremo potencial entender a relação que os grupos sociais mantêm com seu espaço. Ao investigar a conexão entre as pessoas e o patrimônio da cidade, utilizei o conceito de cosmografia, abordado por Paul Little (2002), professor associado no Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB). Ele descreve saberes, ideologias e identidades, coletivamente criadas, que os grupos sociais utilizam para estabelecer e manter seu território. A cosmografia de um grupo inclui peculiaridades e vínculos afetivos que as pessoas mantêm com seu território específico, assim como as histórias guardadas na memória coletiva e o uso social que se dá naquele território. A retomada de minha própria história fez-me perceber essa cosmografia nas minhas relações com a cidade. Os relatos dos participantes também me fizeram perceber como as pessoas se apropriam da cidade e quais espaços identificam como seu ambiente. Rogério Haesbaert (1997), professor e pesquisador do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que há vários conceitos para o território e dentre eles há uma visão culturalista, focada na dimensão simbólica e subjetiva. Nessa perspectiva, o território é visto como produto da apropriação feita por meio do imaginário e/ou da identidade social sobre o espaço1. ( Leonel, 2018, p.94)

O II Simpósio Amò - Ancestralidade, Cerâmica, Corporeidades, Arte educação e Decolonialidade - Edição Internacional é uma iniciativa do curso de Artes Visuais, da FAAC/Unesp, campus de Bauru em parceria com o grupo de pesquisa, vinculado ao cnpq, “Egungun - Grupo de Pesquisa em Ancestralidade, Cerâmica e Decolonialidades na Arte e na Educação”, que pertence ao programa de pós-graduação da Unesp PPG Artes do Instituto de Artes da Unesp, Campus São Paulo e parceria com a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e com o Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( PPGArtes- UERJ). O evento tem como objetivo criar espaços de diálogo entre acadêmicos e não acadêmicos, através de palestras, rodas de conversa e oficinas. Pretende ser um espaço de conexões interdisciplinares, vivências artísticas com o barro, a cerâmica, o corpo como protagonista da comunicação, as possibilidades artísticas, educativas decoloniais, a partir da ancestralidade. Buscamos reunir pesquisas em diálogo com a perspectiva ancestral como uma forma decolonial de viver e estar no mundo.

Abraçamos a investigação, a experiência, o diálogo e a amizade que envolve os corpos, os saberes e o barro.

1. O tema foi retirado do livro "Um encontro com a mediação cultural" - Priscila Leonel, ed. Cultura Acadêmica, 2018, p.94.

Os dedos que aprendem a delicadeza do brinquedo mole [argila] esculpem na alma as primeiras lições da persuasão, o modo de fazer sem a força, com gentileza, num acordo suave com o mundo. A solução dos problemas com corporeidade nada invasiva e combatente. O toque subtrai-se da hegemonia patriarcal, dominadora. (PIORSKI, 2018, p.136)

Traga uma peça de argila em ponto de osso2 para nossas queimas de cerâmica durante o evento. Atente-se nas inscrições das oficinas disponíveis na plataforma Even3, uma delas será a reforma e queima no forno tradicional à lenha que foi construído no I Simpósio Amò e teve um papel importante de delimitação e reconhecimento de um território que foi denominado de Espaço Amò, junto a essa oficina, haverá a contação de história de como nasceu esse evento que tem o intuito de ser uma comunidade de aprendizagem no diálogo entre formação, pesquisa e extensão.

Vamos partilhar conhecimentos e nos conectar à ancestralidade!


CRONOGRAMADATA
Lançamento do Edital20/03/2025
Período de inscrições dos artigosaté 15/04/2025
Período de inscrições da exposiçãoaté 15/04/2025
Período de inscrições no evento (sem exposição e artigos)até 25/05/2025
Resultado da curadoria da exposição22/ 04 /2025
Entregar as obras para montagem da exposição * (Data limite para envio no correio)10 / 05 /2025
Resultado dos artigos aceitos28 a 30 de abril de 2025
Envio máximo dos artigos corrigidos após o pareceraté 15 / 05 / 2025
SEMANA DO II SIMPÓSIO AMÒ28/05/2025 a 30/05/2025


Anais

Clique aqui para acessar a Publicação dos Anais do II Simpósio Internacional Amò.

ISBN: 978-65-88287-29-3

Inscrições

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Submissões

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Exposição Territorialidades

O eixo curatorial da exposição gira em torno da territorialidade, propondo a ocupação tanto do espaço expositivo da galeria da FAAC UNESP BAURU quanto do campus universitário. Dessa maneira, os(as) artistas interessados(as) poderão submeter trabalhos para os seguintes contextos:

1. Galeria – Obras expositivas para o espaço interno da galeria.
2. Campus – Obras instalativas, intervenções ou performances no espaço externo da galeria, dentro do campus universitário.


A comissão curatorial será responsável pela seleção das obras e pela indicação dos locais de exibição, levando em consideração a proposta de cada artista e sua viabilidade técnica – caso o local não tenha sido previamente especificado.

Para participar, é necessário:

1. Acessar o edital e seguir os critérios do item "4. Exposição Territorialidades"
2. Realizar a inscrição através do: Formulário - Exposição Territorialidades (clique no link)

Início das inscrições para exposições: 20 / 03 / 2025
Fim das inscrições para exposição: 10 / 04 / 2025 (PRORROGADO 15/04/2025)
Resultado da curadoria: 21 / 04 / 2025 

Atividades

Cronograma disponível em breve!

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Convidades

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Comissão Científica

Prof. Doutores


Dr. Juarez Xavier – Prof. na área de Antirracismo e Decolonialidade – UNESP

Dra. Tarcila Lima da Costa – Prof. na área de Arte Educação – UNESP

Dra. Patrícia Grandini – Prof. na área de Arte Educação – UNESP

Dr. Joedy Marins – Prof. na área de Arte Têxtil – UNESP

Dr. Vitor Marcelino – Prof. na área de História da Arte/viés decolonial/pesquisa sobre arte indígena – UNESP

Dra. Clarissa Suzuki – Prof. na área de Arte Educação/Decolonialidade/Arte Indígena – UFAM

Dra. Flavia Leme – Prof. de Cerâmica – UFGO

Dra. Priscila Leonel – Prof. de Cerâmica – UNESP

Dra. Rejane Coutinho – Prof. de Arte Educação – UNESP

Dra. Andresa Ugaya – Prof. da linha de Corporeidade – UNESP

Dr. Rodrigo Núñez – Professor Adjunto do Departamento de Artes Visuais/IA/UFRGS

Dra. Alice Lisboa – Professora dos cursos de comunicação social da FAAC - Unesp, Campus Bauru


Doutorandes


Raquel Silva dos Santos - UNESP

    Williana Silva - UNESP

      Lucas oliveira - UNESP

        Violeta Pavão - Professore Assistente do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) (UERJ)



        Mestrandes


        Priscila Andrade - UNESP


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